Já em Paraty

1 Julho 2009 - 14:34 Nenhum comentário

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Ainda a martelar e a pintar de fresco é assim que se está em Paraty, no Brasil.
São os últimos retoques para a 7ª Festa Literária Internacional que começa hoje às 19h com a conferência de abertura feita pelo crítico e escritor Davi Arrigucci Jr sobre Manuel Bandeira e a seguir, às 21h30, o concerto de Adriana Calcanhotto e de de Romulo Fróes e sua banda.
Quem estiver em Portugal (e sem sono) pode assistir em directo através do site oficial da FLIP.

Nas fotografias: a tenda dos autores e as pedras do chão de Paraty que são a perdição de quem abusou nas caipirinhas e não só.

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No Sex Last Night no Rio de Janeiro

29 Junho 2009 - 15:21 Nenhum comentário

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Na Oi Futuro, no Rio de Janeiro, vi ontem a exposição de fotografia de Valérie Belin (mulheres nas imagens em cima) e No Sex Last Night de Sophie Calle.
Sophie Calle será uma das convidadas do Festival Literário de Paraty.

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Mais um livro de Richard Yates, desta vez na Quetzal

29 Junho 2009 - 4:17 Nenhum comentário

A 17 de Julho, a Quetzal lança “Perto da Felicidade”, de Richard Yates [tradução de "Cold Spring Harbor", por Nuno Guerreiro Josué.]

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Dia a dia no Rio

28 Junho 2009 - 16:06 Nenhum comentário

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Ontem fui ver a peça “Tom e Vinicius, o Musical” com a escritora Mónica Marques. Depois trovejou a noite inteira. E hoje tenho que escolher entre “andar nas paineiras” ou “passear no caminho do bem-te-vi”. Minha amiga Christiane avisou: coloca um tênis.

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No país da maionese Predilecta

27 Junho 2009 - 12:15 4 comentários

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Cheguei ontem à noite ao país onde o ketchup, a mostarda e a maionese têm a marca Predilecta. Atravessei a zona Norte, estou na zona Sul. Em Ipanema tenho jet lag. Acordo e são seis da manhã. Amanheceu e está a chover no Rio de Janeiro. Nos próximos dias começa a FLIP, a Festa Literária Internacional de Paraty, que poderão (espero eu) acompanhar diariamente a partir daqui.

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Novo romance de Miguel Sousa Tavares nas livrarias a 7 de Julho

27 Junho 2009 - 11:51 Nenhum comentário

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Há um ano e meio que Miguel Sousa Tavares está a trabalhar em No Teu Deserto, aquilo a que chama “um quase romance”. Editado pela Oficina do Livro, irá para as livrarias a 7 de Julho.
Quando o autor de Equador e de Rio das Flores vê um livro acabado, vê um livro morto. Foi o que explicou na Comunidade de Leitura da Livraria Almedina do Atrium Saldanha, em Lisboa, onde esteve, quarta-feira ao final da tarde, a conversar com a jornalista Filipa Melo e a responder às perguntas dos participantes.
No Teu Deserto tem 128 páginas e, segundo o escritor, é “quase um diário de viagem” e “quase um romance de amor”. Foi um livro que escreveu “essencialmente pelo muito prazer de escrever” e que lhe causou menos sofrimento do que a escrita dos livros anteriores. “É uma cambalhota à retaguarda com flic-flac…”, disse Sousa Tavares para explicar que esta ficção não tem nada a ver com as anteriores. Esta era a história que estava dentro do computador que lhe foi roubado em Outubro do ano passado.
A livraria Wook, que está a fazer um pré-lançamento, divulga na sua página online excertos do livro: “Éramos donos do que víamos: até onde o olhar alcançava, era tudo nosso. E tínhamos um deserto inteiro para olhar”.
Ou aquilo que parece ser a descrição de uma personagem: “Ali estavas tu, então, tão nova que parecias irreal, tão feliz que era quase impossível de imaginar. Ali estavas tu, exactamente como te tinha conhecido. E o que era extraordinário é que, olhando-te, dei-me conta de que não tinhas mudado nada, nestes vinte anos: como nunca mais te vi, ficaste assim para sempre, com aquela idade, com aquela felicidade, suspensa, eterna, desde o instante em que te apontei a minha Nikon e tu ficaste exposta, sem defesa, sem segredos, sem dissimulação alguma”.

(entretanto da página online da Wook foram retirados os excertos do livro, mas ainda podem ser lidos num post no blogue da revista Ler)

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José Saramago, o blogue em livro (reportagem do Sapo Vídeos)

27 Junho 2009 - 11:10 1 comentário
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José Saramago em directo na Internet a partir daqui

25 Junho 2009 - 18:19 Nenhum comentário

Adenda: José Mário Silva no seu blogue Bibliotecário de Babel já colocou fotografias e alguns “posts” sobre o lançamento do livro “O Caderno” onde participámos (com muito prazer) colocando perguntas a José Saramago. No blogue Cadeirão Voltaire, a Sara Figueiredo Costa conta como decorreu a sessão vista por quem estava na plateia no “post” intitulado “José Saramago, um blogger sem ilusões”. E aqui coloquei a reportagem feita pelo Sapo Vídeos.

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José Saramago em directo na Internet e disponível para os seus leitores em qualquer parte do mundo

25 Junho 2009 - 12:03 Nenhum comentário

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Qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo, que tenha possibilidade de se sentar hoje, a partir das 18h30, em frente a um computador com ligação à Internet pode assistir em directo à apresentação do livro de José Saramago, “O Caderno”.
O escritor português e Prémio Nobel da Literatura 1998 vai responder às perguntas dos seus leitores espalhados pelo mundo. Há, para já, um endereço de email para onde se podem enviar as questões. Aqui fica: pergunteasaramago@sapo.pt

Mais logo, às 18h30, no Tiara Park Atlantic Hotel, sala Coimbra B (antigo Meridien), em Lisboa, José Saramago — a quem a sua mulher Pilar disse um dia: “Tens um trabalho, escreve um blog” — vai responder às suas perguntas e conversar com quem ali for assistir ao lançamento deste caderno com os textos escritos para o blog de Setembro de 2008 a Março de 2009.

Para aqueles que não conseguirem estar lá, graças às novas tecnologias a sessão será transmitida em directo através do SAPO Vídeos, no endereço http://videos.sapo.pt/saramago

Vou estar na sessão acompanhada do (também) jornalista e blogger José Mário Silva (autor do blog http://bibliotecariodebabel.com) numa conversa com o escritor que julgo passará também por aqueles a que o autor de “Memorial do Convento” chama “os artífices do blog” : Sérgio Letria, Javier Muñoz e Pilar.

«O Caderno de Saramago», o livro do blogue from Fundação Jose Saramago on Vimeo.

A primeira entrada do blog O Caderno de Saramago é de 17 de Setembro de 2008. Numa introdução que pode ser lida no livro que já está nas livrarias (numa edição da Editorial Caminho), José Saramago conta que quando se instalou em Lanzarote, em 1993, recebeu um caderno de presente que serviria para o registo dos seus dias.
Nunca chegou a escrever no tal caderno, mas acabou por escrever os cinco “Cadernos de Lanzarote” - um diário cujo último volume se publicou em 1998 (”Este livro, que vida havendo e saúde não faltando terá continuação, é um diário”).
Explica o autor: “Nunca escrevi nada no tal caderno, mas foi desta maneira, e não por outras vias, que nasceram os ‘Cadernos de Lanzarote’, que durante cinco anos veriam a luz. Hoje, sem esperar, encontro-me numa situação parecida. Desta vez, porém, as causas motoras são Pilar, Sérgio e Javier, que se ocupam do blog. Disseram-me que reservaram para mim um espaço no blog e que devo escrever para ele, o que for, comentários, reflexões, simples opiniões sobre isto e aquilo, enfim, o que vier a talhe de foice.”

O blog de José Saramago é aquilo que foram os Cadernos de Lanzarote nos anos 90. Mas é muito mais. É uma chamada de atenção ao mundo. A todos nós. O blog O Caderno de José Saramago tem mais força porque no momento em que Saramago coloca um post ou um dos seus textos no blog - que podem ser lidos como desabafos, crónicas, entradas de um diário, embirrações, que uns dias são comoventes e outros assertivos, que trazem ideias e visões do mundo - em qualquer lugar e naquele instante todos ficamos a saber. A sua eficácia não é a posteriori. Os murros que por vezes José Saramago nos dá e que servem para nos acordar das nossas letargias, são muito mais eficazes porque se dão no momento certo.

A determinada altura no blog Saramago escreveu: “Muito do que vejo, só o vejo porque outros o viram antes.” A nós, acontece-nos o mesmo. Só o vemos porque Saramago o viu e o escreveu no blog, porque nós o lemos no dia em que devia ser lido e não dali a um ano quando eventualmente essas palavras estivessem impressas num livro acabado de chegar às livrarias.

E para quem perdeu o tal dia a dia na companhia do escritor, existe agora “O Caderno”. Quando o li nesta forma impressa tive outra vez a mesma sensação que já tinha tido na Internet. Quando se lêem estes textos, ouvimos ecoar na nossa cabeça a voz do escritor. Com toda a sua ironia e humor, com toda a sua vontade de viver a vida a sério. Assim, desta maneira, ele está mais perto de nós.

Vá também a:

Blog O Caderno de Saramago

A Viagem do Elefante - Rota Portuguesa

Blog da Fundação Saramago onde Pilar del Río colocou um belíssimo post sobre o novo livro do seu marido.

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Sexta-feira no suplemento Ípsilon

24 Junho 2009 - 21:31 1 comentário

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Na capa
Jan Morris é uma das grandes referências na literatura de viagens. Viveu metade da vida como homem, a outra metade como mulher. Foi como James que Jane, hoje uma octogenária que vive no País de Gales, escreveu “Veneza”, nos anos 60 - obra fulgurante agora editada em Portugal pela Tinta da China. Entrevista e “dossier” de Alexandra Prado Coelho.

LITERATURA DE VIAGENS em destaque no Ípsilon: “Veneza”, Jan Morris. “Não sei se, como exarou um comité de críticos consultados, em 2008, pelo ‘Times’, Jan Morris é ou não um dos mais importantes autores britânicos do pós-guerra.(…) A minha única certeza é a da excepcional qualidade da sua escrita” (Eduardo Pitta)

LITERATURA DE VIAGENS: “Rio de Sangue”, de Tim Butcher. “A época da exploração de novas terras acabou, algures na primeira metade do século XX. A literatura de viagens que hoje se promove sob essa bandeira é, portanto, nostalgia ou puro engodo. ‘Rio de Sangue’ de Tim Butcher consegue, no entanto, a proeza de ensaiar um relato tão genuíno, empolgante e dramático quanto o dos míticos aventureiros do passado” (Luís Maio)

E ainda na páginas dedicadas à música: The Sa-Ra Creative Partners, Rodrigo Leão, Virgem Suta, Smix Smox Smux, St Vincent, Mulatu Askaté…

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Miguel Sousa Tavares hoje, às 19h, na Comunidade de Leitores da Almedina

24 Junho 2009 - 12:01 Nenhum comentário

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Seis anos depois da publicação de “Equador”, o escritor Miguel Sousa Tavares vai estar hoje na Comunidade de Leitura da Livraria Almedina do Atrium Saldanha, em Lisboa, a partir das 19 horas.
Conversará com os leitores sobre esta sua obra e o processo de criação. A moderação estará a cargo da jornalista Filipa Melo (coordenadora da Comunidade de Leitura da Almedina Atrium Saldanha).
A entrada é livre.
Mais de três centenas de milhar de exemplares vendidos, uma série televisiva, traduções em vários países, um prémio literário (Grinzane Cavour, para melhor romance histórico estrangeiro publicado em Itália em 2006). “Equador”, o romance de estreia de Miguel Sousa Tavares, pode considerar-se o maior sucesso literário português das últimas décadas.

(Todas as sessões são abertas ao público em geral.
Livraria Almedina
Atrium Saldanha
Pç. Duque de Saldanha, 1
Loja 71 – 2º Piso)

Outras iniciativas culturais da Livraria Almedina do Atrium Saldanha para Junho e Julho:

NÓS E OS CLÁSSICOS
O Capital
Karl Marx
19 de Junho, às 19:00
com José Barata-Moura
(filósofo, Professor Catedrático e ex-reitor da FL/Univ. Lisboa)

COMUNIDADE DE LEITURA
João Tordo
As Três Vidas
1 de Julho (discussão pela Comunidade) e 8 de Julho (autor presente), às 19H00
LEITURA PARALELA:
Os Detectives Selvagens, Roberto Bolaño

NÓS E OS CLÁSSICOS
A Origem das Espécies e A Descendência do Homem
Charles Darwin
14 de Julho, às 19:00
com Eugénia Cunha
(bióloga, antropóloga física, Professora Catedrática da FCT/Univ. Coimbra)

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Fernando Sobral escreveu um policial

24 Junho 2009 - 9:11 Nenhum comentário

Publicado na editora Quetzal. À venda nas boas livrarias e nas outras.

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Quando tudo mudou para as mulheres americanas, segundo Gail Collins

23 Junho 2009 - 11:48 Nenhum comentário

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A revolução na vida das mulheres norte-americanas nas últimas décadas é o tema do novo livro de Gail Collins. Vai ser publicado em Outubro.

Isabel Coutinho, em Nova Iorque

Gail Collins, a actual colunista do “The New York Times”, foi a primeira mulher a estar no cargo de editora das páginas editoriais daquele jornal (de 2001 a 2007). Este dado da sua biografia só vem provar a actualidade do livro que lança em Outubro, “When Everything Changed - The Amazing Journey of American Women from 1960 to the Present” (Little, Brown).

Na Book Expo America Gail Collins lembrou que em 1960 as norte-americanas tinham que pedir permissão aos maridos para se candidatarem a um cartão de crédito. O seu livro fala das mudanças que aconteceram nas últimas décadas em relação aos direitos das mulheres. Não é a primeira vez que Gail se dedica a este assunto. O seu livro anterior, “America’s Women: Four Hundred Years of Dolls, Drudges, Helpmates and Heroines”, foi um best-seller em 2003. Na conferência que deu na BEA explicou que tudo começou quando lhe pediram, no seu jornal, um artigo sobre as mulheres na mudança do milénio. Leu vários livros e percebeu que não havia muita coisa relacionada com as mulheres. Compreendeu que a atitude histórica de olhar para as mulheres como seres menos inteligentes e mais fracos vinha desde o início da civilização e decidiu que era sobre isto que queria escrever. Quando começou a investigação percebeu que tinha um profundo desconhecimento sobre a forma como algumas coisas tinham acontecido. E percebeu, também, que no espaço de poucas décadas tudo mudou.

A sua investigação mistura política, moda, cultura popular, economia, sexo, famílias, trabalho. Entrevistou centenas de mulheres. Este livro é uma sequela, porque quando estava a escrever “America’s Women” já ia em 1960, a dois capítulos do fim, e ainda tinha muito para contar. “When Everything Changed” termina no ano de 2008, quando Hillary Clinton foi candidata às eleições presidenciais norte-americanas. E como é estranho ler a determinada altura que a revista “Newsweek” escreveu que as mulheres não podiam ser escritoras…

(texto publicado no suplemento ípsilon no dia 12 de Junho de 2009)

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Escrever, editar e ler na era digital hoje na Culturgest por José Afonso Furtado

23 Junho 2009 - 11:09 Nenhum comentário

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“Escrever, editar e ler na era digital” é o tema da conferência que José Afonso Furtado faz hoje, às 18h30, na sala 2, da Culturgest em Lisboa. A entrada é livre e faz parte do ciclo de conferências que o director da Biblioteca de Arte da Fundação Gulbenkian está a realizar na Culturgest sobre “O livro na era da sua reprodutibilidade digital”. A última conferência está marcada para o dia 30 de Junho.

José Afonso Furtado (1953) é Director da Biblioteca de Arte da Fundação Calouste de Gulbenkian e Docente no Curso de Pós-graduação em “Edição: Livros e Novos Suportes Digitais” da Universidade Católica Portuguesa. É membro da Comissão de Honra do Plano Nacional de Leitura e autor de várias conferências, artigos e livros, designadamente “O papel e o pixel. Do impresso ao digital: continuidades e transformações”, Lisboa: Ariadne, 2007, também publicado no Brasil e em Espanha, e “A Edição de Livros e a Gestão Estratégica”, Lisboa: Booktailors – Consultores Editoriais, 2009.

( Levantamento de senha de acesso 30 minutos antes do início da sessão, no limite dos lugares disponíveis. Máximo: 2 senhas por pessoa.)

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Lorrie Moore regressa onze anos depois: a grande obra da “rentrée”?

23 Junho 2009 - 10:38 Nenhum comentário

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O romance mais esperado de Lorrie Moore vai chegar às livrarias americanas em Setembro: “A Gate at The Stairs” é o regresso da autora de “Pássaros da América”. Não publicava desde 1998.

Isabel Coutinho, em Nova Iorque

Lorrie Moore não gosta de falar em público. Por isso arranjou um estratagema para a sua conferência na Book Expo America (BEA) onde falou sobre o novo romance. Fingiu que levava cartões com perguntas que leitores lhe tinham feito. Respondia a umas e a outras não. Explicava porquê. Por exemplo, à pergunta: “Não publica há 11 anos”, respondeu: “Vamos passar à frente com esta pergunta”. Mas lá foi dizendo que a vida de divorciada, de mãe de um rapaz adolescente, com um ex-marido que lhe envia mensagens por correio electrónico que ela deveria apagar antes de ler, foram razões para a ausência.

A autora de “Pássaros da América” e de “Como a Vida” (Relógio d’Água) está de regresso com “A Gate at The Stairs”, romance que vai para as livrarias norte-americanas a 8 de Setembro. Mais conhecida pelos seus livros de contos, não publicava há mais de uma década: o seu último livro é de 1998.

“A Gate at The Stairs” conta a história de uma rapariga de 20 anos que está a entrar na vida adulta pouco depois dos acontecimentos do 11 de Setembro. É um romance “divertido, emocionante e poderoso”, escreve a editora Victoria Wilson, da Alfred Knopf, numa carta que acompanha a edição distribuída na BEA. “Num minuto estamos a rir-nos às gargalhadas e no outro sentimos como se tivéssemos levado um murro no estômago”.

Moore não considera que este seu livro possa ser considerado “sobre o 11 de Setembro”, mas encontra-se na sombra desse acontecimento. É um livro sobre uma jovem rapariga que abandona a quinta onde vive no Midwest para ir para a universidade numa grande cidade. Conta-nos o que lhe acontece durante esse ano, em que arranja um emprego de ama em “part-time” numa família que acaba de adoptar um bebé e que a seus olhos lhe parece extremamente glamorosa. Para a autora é um romance sobre o colapso de uma cidade e de um país e sobre os mistérios de se formar ou não uma família.

E a propósito desta incursão na personagem de uma universitária de 20 anos - está “na idade da paixão” - Moore lembrou o romance que o avô, prestigiado académico, escreveu quando se reformou aos 70 anos. Também era um livro sobre jovens raparigas que andavam na universidade e todos os editores o rejeitaram. Nunca o conseguiu publicar e para ele, que na vida nunca falhara em nada, isso foi complicado. Quando o avô de Lorrie Moore morreu, a família quis queimar o manuscrito. Alguém teve a ideia de o salvar e entregou-o à neta. Por isso desde essa altura que Moore sabe que “um romance é uma coisa muito assustadora”. Esperemos que não precise de mais 11 anos para escrever o próximo, já que este pode bem vir a ser a grande obra da “rentrée”.

(publicado no suplemento Ípsilon, dia 12 de Junho de 2009)

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