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	<description>Um blogue da jornalista Isabel Coutinho</description>
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		<title>Amanhã pode ler no Ípsilon</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 17:03:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desarrumados]]></category>

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		<description><![CDATA[NA CAPA Uma actriz de cristal Alexandra Lencastre regressa ao teatro, 12 anos depois, em &#8220;Um Eléctrico Chamado Desejo&#8221; Uma Mulher sob influência Bruscamente neste Verão. Alexandra Lencastre volta ao teatro, 12 anos, uma vida inteira depois. A partir de dia 9, vamos vê-la em &#8220;Um Eléctrico Chamado Desejo&#8221;, encenação de Diogo Infante no D. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.ciberescritas.com/wp-content/uploads/2010/09/ipsiloncapa.jpg"><img src="http://www.ciberescritas.com/wp-content/uploads/2010/09/ipsiloncapa.jpg" alt="" title="ipsiloncapa" width="545" height="720" class="alignnone size-full wp-image-8669" /></a></p>
<p>NA CAPA</p>
<p><strong>Uma actriz de cristal</strong><br />
Alexandra Lencastre regressa ao teatro, 12 anos depois, em &#8220;Um Eléctrico Chamado Desejo&#8221;</p>
<p><strong>Uma Mulher sob influência</strong><br />
Bruscamente neste Verão. Alexandra Lencastre volta ao teatro, 12 anos, uma vida inteira depois. A partir de dia 9, vamos vê-la em &#8220;Um Eléctrico Chamado Desejo&#8221;, encenação de Diogo Infante no D. Maria, em Lisboa, vamos vê-la em Blanche DuBois, &#8220;femme fatale&#8221; voraz, retirada de cena, caçadora transformada em presa. Alexandra não está a fazer de si própria, embora descubra sinais em tudo. Como Blanche, é uma mulher em perigo: &#8220;Tenho medo de não passar. Isto é tudo um grande sofrimento.&#8221; Por Anabela Mota Ribeiro com Tiago Bartolomeu Costa</p>
<p><strong>Christophe Honoré entre as mulheres</strong><br />
&#8220;Não Minha filha, Tu Não Vais Dançar&#8221; é o &#8220;filme feminino&#8221; que Christophe Honoré escreveu para Chiara Mastroianni. Ao Ípsilon, o cineasta fala de mulheres, das famílias do cinema francês e do escândalo &#8220;Homme au Bain&#8221;, que acaba de chocar Locarno. </p>
<p><strong>Isobel Campbell ao volante</strong><br />
Mark Lanegan é o homem de poucas palavras e Isobel Campbell a rapariga tímida dos Belle &#038; Sebastian. Esta era a história, até que &#8220;Hawk&#8221; , novo álbum da dupla, veio contar outra. </p>
<p><strong>O cerco de João Tordo</strong><br />
O vencedor do Prémio José Saramago 2009 falou com o Ípsilon sobre o seu novo romance, &#8220;O Bom Inverno&#8221;, uma espiral descendente em direcção ao inferno numa casa perdida num bosque em Itália. Não há saída, diz o escritor, nem mesmo para a literatura: aqui toda a gente se vai odiar e trair até não haver ninguém, nem mesmo um narrador, a sobreviver para contar. </p>
<p><strong>O que é isto, João Nicolau?&#8221;</strong><br />
&#8220;A Espada e a Rosa&#8221;, inclassificável primeira longa-metragem de João Nicolau, está a concurso no Festival de Veneza. O realizador explica o suficiente para percebermos porque é que este filme de utopias, aventuras, solidão e fim de Verão faz figura de óvni no cinema português. </p>
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		<title>Mais uma festa, mais uma rodada</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 16:19:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Em viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Encontros literários]]></category>
		<category><![CDATA[Ípsilon]]></category>
		<category><![CDATA[FLIP- Festa Literária Internacional de Paraty]]></category>

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		<description><![CDATA[(foto de Walter Craveiro/FLIP) Na Festa Literária Internacional de Paraty, acontecem coisas que não poderiam acontecer em nenhum outro lugar do mundo. A literatura desce à rua, mistura-se com a pinga e torna-se explosiva. Isabel Coutinho, em Paraty &#8220;É verdade&#8230;&#8221;, está um homem franzino a dizer em cima do palco da Tenda dos Autores na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.ciberescritas.com/wp-content/uploads/2010/09/crumb.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-8660" title="FLIP 2010" src="http://www.ciberescritas.com/wp-content/uploads/2010/09/crumb.jpg" alt="" width="426" height="640" /></a><br />
(foto de Walter Craveiro/FLIP)</p>
<p><strong>Na Festa Literária Internacional de Paraty, acontecem coisas que não poderiam acontecer em nenhum outro lugar do mundo. A literatura desce à rua, mistura-se com a pinga e torna-se explosiva.</strong> <em>Isabel Coutinho, em Paraty</em></p>
<p>&#8220;É verdade&#8230;&#8221;, está um homem franzino a dizer em cima do palco da Tenda dos Autores na Festa Literária Internacional de Paraty, &#8220;&#8230; a minha mulher [a cartoonista Aline Crumb] forçou-me a vir para o Brasil&#8221;. Tem um chapéu e óculos redondos, está sempre a fazer fitas, é o cartoonista Robert Crumb a contar que lhe disseram antes de viajar que o Brasil era a &#8220;a terra das bundas grandes&#8221;. Dá-se ares de amuado, vai dizendo para quem o está a entrevistar naquele palco que o seu trabalho talvez seja interessante mas que a sua personalidade é entediante. &#8220;Não sei porque é que as pessoas me colocam nessa situação, eu sou chato, e andam por aí esses fotógrafos, é demasiado desconfortável&#8221;.</p>
<p>Depois de o cantor e compositor Lou Reed, convidado-vedeta da 8ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty, que decorreu de 4 a 8 de Agosto no Brasil, ter cancelado a sua participação alegando problemas pessoais, Robert Crumb transformou-se na vedeta de serviço. Andavam pela festa literária de Paraty Isabel Allende, que chegou de avião com o marido, William C. Gordon, escritor de policiais, mas também Salman Rushdie a caminhar pelo empedrado da cidade com o filho, a quem dedicou o livro que ali lançou em estreia mundial. Os historiadores Robert Darnton e Peter Burke com o CEO do grupo editorial Penguin, John Makinson, a discutir o passado e o futuro do livro. A vistosa escritora cubana Wendy Guerra com as pernas à mostra nos seus shorts (curtos, curtos) a dançar pelas festas que todas as noites florescem em Paraty. A escritora iraniana Azar Nafisi, que escreveu &#8220;Lolita em Teerão&#8221;, a atirar-se com unhas e dentes a Ahmadinejad e a Lula da Silva defendendo Sakineh Ashtiani, a iraniana condenada à morte por suposto adultério. E até uma escritora premiada, Pauline Melville, que em tempos idos foi quase assassinada por um &#8220;serial killer&#8221; (na Flip ela assegurou que não ficou traumatizada). Havia tanto por onde pegar&#8230; mas Robert Crumb era assim uma espécie de fruto proibido (ele que acabou de publicar o Génesis em BD).</p>
<p>Na conferência de imprensa (no Brasil chamam-lhe colectiva), Crumb e Shelton, dois hippies com as memórias dos anos 60 um pouco perturbadas pelo excesso de LSD, apareceram com as esposas, que quase falaram mais do que eles. No final, deram ordens para não serem perturbados pelos fotógrafos no regresso à pousada onde estavam hospedados. Ora, ora. Dito e feito. Máquinas apontadas e o casal Crumb foi captado pelas lentes dos fotógrafos a fazer caretas e aquele gesto, obsceno, de dedo em riste.</p>
<p>Caminho percorrido até à pousada de Paraty e eis que o jornalista brasileiro Bruno Dorigatti, do &#8220;site&#8221; Saraiva Conteúdo, se aproximou de Crumb e lhe disse: &#8220;Com licença, poderia lhe dar estes vinis?&#8221;. Eram LP com música de Pixinguinha, Altamiro Carrilho, Canhoto, Noel Rosa, Jacob do Bandolim e Época de Ouro, Aracy de Almeida, Paulo Moura, e ainda 78 rotações com música do flautista Altamiro Carrilho e choro e baião de Canhoto. Crumb conhecia Pixinguinha e Lupércio Miranda e mostrou-se curioso em relação aos outros. Na entrevista exclusiva que depois foi publicada também no jornal &#8220;O Estado de São Paulo&#8221;, Dorigatti escreve: Crumb &#8220;topou bater um papo, onde falou sobre as músicas que ouvia em casa, quando criança, no rádio da mãe, como conheceu essas velhas músicas nos antigos filmes do início século e como era difícil achar esse som nos anos 50, logo após a explosão do rock&#8221;.</p>
<p>Aos 67 anos, o recluso autor que criou a personagem Fritz, o gato, conhecido por fugir a sete pés dos jornalistas, ficou 40 minutos a falar com o rapaz que lhe ofereceu os discos. Isto aconteceria em algum outro lugar? Não. Na Festa Literária Internacional de Paraty acontecem coisas do outro mundo.</p>
<p><strong>&#8220;A Festa tucanou?&#8221;</strong></p>
<p>Mas este ano houve polémica. O escritor brasileiro Marcelino Freire, que foi a todas as edições da festa, considerava-a &#8220;uma das farras mais animadas do país&#8221;, aquela que &#8220;colocava a literatura nas ruas&#8221;: &#8220;O mesmo cara chato a quem você assiste numa palestra à tarde, pode encontrá-lo à noite, tropeçando, bêbado, pelas esquinas bêbadas do local. Soltando os bofes em alguma sacada nobre, colonial&#8221;, escreveu num artigo que fez no ano passado para a &#8220;Folha de São Paulo&#8221;.</p>
<p>Este ano, Marcelino Freire faltou. Não estava doente, não tinha compromissos inadiáveis, nem nada que se parecesse. Através do Twitter perguntou ao mundo &#8220;A Festa tucanou [elitizou-se, também uma referência aos tucanos, do partido PSDB] e que não tinha saco para tantos sociólogos a falarem sobre Gilberto Freyre, o homenageado, nem para a conferência de abertura do ex-Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso.</p>
<p>Freire passou em revista a lista de autores brasileiros que participavam este ano na festa e percebeu que só um nunca tinha participado antes (Carola Saavedra). Os jornais brasileiros foram investigar. &#8220;O Globo&#8221; fez uma lista de todos os escritores brasileiros que nunca participaram. Soube que uns recusaram (como Paulo Coelho nesta edição) e outros nunca foram convidados.</p>
<p>Flávio Moura (que foi jornalista) é o curador da Festa desde Dezembro de 2007. Num artigo de opinião no jornal &#8220;O Estado de São Paulo&#8221;, explicou que a Flip não oferece cachet aos escritores e que &#8220;a persuasão tem de se dar por outras vias e para isso a lista de convidados das edições anteriores costuma ser atractivo poderoso.&#8221; Os escritores estrangeiros costumam sair da FLIP agradecidos. São eles quem melhor vende a festa aos colegas. Tudo indica que este ano a história se repita. O escritor William Boyd (autor de &#8220;A Praia de Brazaville&#8221;), que já esteve em muitos festivais literários, afirmou que nenhum se compara à FLIP. Além de Paraty ser uma cidade magnífica que permite que se concentrem todas as actividades literárias, &#8220;como se as ruas tivessem sido feitas para o festival, tem muita classe e é muito bem organizado&#8221;, considerou. Nunca lhe tinham dado um crachá de participante. Aqui teve um e, tal como os outros autores, foi tratado com todas as mordomias.</p>
<p>As mordomias podem ser coisas simples como a mudança de quarto de Gay Talese no ano passado (no que lhe foi atribuído não havia espaço para todas as suas roupas). Mas como não só de literatura se vive em Paraty, há sempre o tradicional almoço de boas vindas aos autores na Pousada da Marquesa. Este ano deliciaram-se com grão de bico, camarões e doce de abóbora. Também se organizam passeios de barco e mergulho: num desses passeios, Wendy Guerra, que em Cuba não pode andar de lancha, pôs as mãos no volante e quase se espatifou com os escritores que viajavam com ela. Todos os anos o príncipe Dom João de Orleans e Bragança dá um almoço no seu jardim regado pelas famosas caipirinhas de maracujá e rola sempre um clima.</p>
<p>Muitos dos escritores viajam com a família. Este ano, o escritor irlândes Colum McCann levou a filha Isabella, de 13 anos, que joga futebol no Gotham Girls FC, em Nova Iorque, e conseguiu que em Paraty ela treinasse num campo improvisado.</p>
<p><strong>A saga dos bilhetes</strong></p>
<p>É por causa de Liz Calder, 72 anos, que trabalhou décadas na editora Bloomsbury, que a FLIP existe desde 2003. Tudo começou em 1992 quando ela conversava com o arquitecto Mauro Munhoz (hoje director geral do evento e presidente da Associação Casa Azul, entidade que organiza a FLIP) e tiveram a ideia de fazer uma festa literária inspirada no Festival britânico Hay-on-Wye.</p>
<p>Este ano, a FLIP teve um orçamento de 6,3 milhões de reais (2,8 milhões de euros); 1,3 milhões de reais (580 mil euros) foram dados pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, o patrocinador oficial foi o Itaú Unibanco. Participantes: um total de 147 autores, 21 deles estrangeiros.</p>
<p>O local faz toda a diferença: tudo em Paraty (ou talvez seja da pinga e da cachaça) lembra o paraíso. Lá esquecemos as fortes picadas dos mosquitos, os preços exorbitantes cobrados por esses dias nas pousadas, as longas filas de espera nos restaurantes, a música infernal ao vivo, bar sim, bar não, os gritos dos bêbados que se prolongam noite fora quando tropeçam nas pedras do centro histórico de Paraty. Entre 15 a 20 mil pessoas estiveram este ano na festa (no ano passado passaram por lá 25 mil), apesar de desde 2008 o evento ser transmitido ao vivo pela Internet. A mistura da fina flor da intelectualidade e dos vips (actores de novela, apresentadores de televisão, etc) e milionários brasileiros com os habitantes de Paraty e visitantes da festa (como as estátuas vivas que ali desaguam por estes dias -há um Jack Sparrow, a personagem de &#8220;Piratas das Caraíbas&#8221;, e vendedores de artesanato, quadros, jóias, literatura de cordel) é explosiva.</p>
<p>O director da Biblioteca da Universidade de Harvard, Robert Dartnon, ficou fascinado com aquela cidade do século XVIII quase congelada no tempo, mas também com toda a animação na praça principal de Paraty. Havia livros pendurados em árvores. As crianças abrem-nos como &#8220;se se tratassem de frutas maravilhosas à sua disposição&#8221;, comentou.</p>
<p>Conta-se que, quando foi à FLIP, o sempre sisudo prémio Nobel sul-africano J. M. Coetzee esboçou um &#8220;sorriso guloso&#8221; ao comprar &#8220;pé de moleque&#8221; num daqueles carrinhos de mão de madeira que, rua acima, rua abaixo, são empurrados por jovens que vendem doces caseiros. Que o escritor Hanif Kureishi, nesse mesmo ano, abancou numa mesa do principal bar de Paraty e a transformou num escritório onde, escreveu Ubiratan Brasil no &#8220;Estado de São Paulo&#8221;, atendia ao final da tarde.</p>
<p>É por causa desta &#8220;empolgação pelo livro e pela literatura&#8221; que nos esquecemos do que foi preciso fazer para chegar até ali. Não basta querer ir à FLIP. É preciso gastar algum dinheiro e ter força de vontade para ultrapassar todas as etapas.</p>
<p>Marcar uma pousada é uma saga: estão sempre cheias e, em média, os preços cobrados rondam os mil euros pela estadia nos cinco dias do evento (claro que, se for a Pousada da Marquesa, o pacote FLIP pode chegar aos três mil). Depois é preciso reservar os bilhetes. É um desespero até para quem os compra no Brasil. As mesas mais disputadas esgotam nas primeiras horas. Um bilhete para as mesas literárias na Tenda dos Autores custa 40 reais (20 euros) e para a Tenda do Telão (onde as conferências são transmitidas num ecrã em tempo real) dez reais (cinco euros). São 19 mesas, façam as contas.</p>
<p>Mas quando chega finalmente o dia e se desce no centro histórico daquela cidade brasileira, depois de percorrer dentro de uma carrinha, e numa estrada cheia de curvas, os 235 quilómetros que vão do Rio de Janeiro até Paraty, respira-se fundo. Sabemos que a partir dali, por cinco dias, vamos viver a literatura de uma forma inesquecível.</p>
<p>(publicado no suplemento ípsilon de 27 de Agosto de 2010)</p>
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		<title>Os finalistas do prémio Jabuti 2010</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 21:26:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.ciberescritas.com/wp-content/uploads/2010/09/Premio-J-1206_1226094071.jpg"><img src="http://www.ciberescritas.com/wp-content/uploads/2010/09/Premio-J-1206_1226094071-300x199.jpg" alt="" title="Premio J-1206_1226094071" width="300" height="199" class="alignnone size-medium wp-image-8655" /></a><br />
(foto: Danilo Máximo)</p>
<p>ROMANCE<br />
&#8220;Se Eu Fechar Os Olhos Agora&#8221;, de Edney Silvestre (Record)<br />
&#8220;Outra Vida&#8221;, de Rodrigo Lacerda (Objetiva)<br />
&#8220;Leite Derramado&#8221;, Chico Buarque (Companhia Das Letras)<br />
&#8220;Os Espiões&#8221;, Luis Fernando Verissimo (Objetiva)<br />
&#8220;Golpé De Ar&#8221;, de Fabrício Corsaletti (Editora 34)<br />
&#8220;Sinuca Embaixo D&#8217;água&#8221;, de Carol Bensimon (Companhia Das Letras)<br />
&#8220;O Albatroz Azul&#8221;, de João Ubaldo Ribeiro (Nova Fronteira)<br />
&#8220;O Filho Da Mãe&#8221;, de Bernardo Carvalho (Companhia Das Letras)<br />
&#8220;A Passagem Tensa Dos Corpos&#8221;, de Carlos De Brito e Mello (Companhia Das Letras)<br />
&#8220;O Boi No Café&#8221;, de Sérgio Viotti (Editora Imeph)</p>
<p>Consulte os nomeados nas outras categorias<a href="http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/792385-conheca-os-finalistas-do-premio-jabuti-2010.shtml"> na Folha de São Paulo</a>. O anúncio dos vencedores do Prémio Jabuti 2010 está previsto para o dia 1 de Outubro e a cerimónia de entrega será no dia 4 de Novembro.</p>
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		<title>Quando for grande quero muito ser o Ron Charles</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 11:49:54 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Ron Charles; Jonathan Franzen]]></category>

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		<description><![CDATA[Apresento-vos Ron Charles, o crítico literário do &#8220;The Washington Post&#8221;, no seu melhor. E tudo isto por causa do livro do momento: &#8220;Freedom&#8221;, de Jonathan Franzen que foi publicado ontem nos Estados Unidos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe frameborder="0" scrolling="no" marginheight="0" marginwidth="0" width="480px" height="270px" src="http://specials.washingtonpost.com/mv/embed/?title='Freedom'%20video%20book%20review%20with%20Ron%20Charles&#038;stillURL=http%3A%2F%2Fwww.washingtonpost.com%2Fwp-dyn%2Fcontent%2Fphoto%2F2010%2F08%2F30%2FPH2010083003914.jpg&#038;flvURL=%2Fmedia%2F2010%2F08%2F30%2F08302010-14v.m4v&#038;width=480&#038;height=270&#038;autoStart=false&#038;clickThru=http%3A%2F%2Fwww.washingtonpost.com%2Fwp-dyn%2Fcontent%2Fvideo%2F2010%2F08%2F30%2FVI2010083003847.html"></iframe></p>
<p>Apresento-vos Ron Charles, o crítico literário do &#8220;The Washington Post&#8221;, no seu melhor. E tudo isto por causa do livro do momento: &#8220;Freedom&#8221;, de Jonathan Franzen que foi publicado ontem nos Estados Unidos. </p>
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		<title>Só homens nos finalistas do Prémio Portugal Telecom de Literatura</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 00:06:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Prémio]]></category>
		<category><![CDATA[Prémio Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Caim&#8221; de José Saramago é uma das dez obras finalistas candidatas ao Prémio Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa que foram anunciadas hoje em São Paulo, no Brasil. Ao lado de “Avó dezanove e o segredo do soviético”, do angolano Ondjaki (Companhia das Letras), e das obras &#8220;Leite Derramado&#8221; de Chico Buarque (Companhia das [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.ciberescritas.com/wp-content/uploads/2008/11/capa-saramago.jpg"><img src="http://www.ciberescritas.com/wp-content/uploads/2008/11/capa-saramago-218x300.jpg" alt="" title="capa-saramago" width="218" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-1686" /></a><br />
&#8220;Caim&#8221; de José Saramago é uma das dez obras finalistas candidatas ao Prémio Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa que foram anunciadas hoje em São Paulo, no Brasil.<br />
Ao lado de “Avó dezanove e o segredo do soviético”, do angolano Ondjaki (Companhia das Letras), e das obras &#8220;Leite Derramado&#8221; de Chico Buarque (Companhia das Letras); “O filho da mãe”, de Bernardo Carvalho (Companhia das Letras); &#8220;Outra vida”, de Rodrigo Lacerda (Alfaguara); “Monodrama”, de Carlito Azevedo (7letras); &#8220;Lar&#8221;, de Armando Freitas Filho (Companhia das Letras); “Pornopopéia”, de Reinaldo Moares (Objetiva); &#8220;A Passagem Tensa dos Corpos&#8221;, de Carlos Brito de Mello (Companhia das Letras) e &#8220;Olhos Secos&#8221;, de Bernardo Ajzenberg (Rocco). Todos homens, nenhuma escritora.<br />
Excluídos da lista dos dez finalistas escolhidos entre os 54 semifinalistas ficaram António Lobo Antunes (com duas obras:”O meu nome é legião” e “Que cavalos são aqueles que fazem sombra no mar?”), Mário Cláudio (“Boa Noite, Senhor Soares”) e Maria Teresa Horta (com “Poemas do Brasil”). E ainda José Eduardo Agualusa (“Barroco tropical”) e o moçambicano Mia Couto ( “Antes de nascer o mundo” que em Portugal foi editado com o nome de “Jesusalém”).<br />
Um júri composto por Alcides Villaça, Allison Marcos Leão, Antonio Carlos Secchin, Antonio Torres, Beatriz Resende, Cristovão Tezza, Jerusa Pires Ferreira, José Castello, Lorival Holanda, Regina Zilberman, Sérgio Sá e pelos curadores do prémio (Benjamin Abdala Jr., Leyla Perrone-Moisés, Manuel da Costa Pinto e Selma Caetano) decidiu os finalistas.<br />
O júri final elege a 8 de Novembro os três livros vencedores.<br />
O Prémio Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa contempla três vencedores. O primeiro receberá 100 mil reais (45.700 euros), o segundo 35 mil reais (15.900 euros) e o terceiro 15 mil (6.800 euros). O vencedor do ano passado foi Nuno Ramos, com o romance “Ó” (editado em Portugal pela Cotovia).</p>
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		<title>Fernando Pessoa no Museu da Língua Portuguesa</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Aug 2010 14:34:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Em viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Escritor]]></category>
		<category><![CDATA[Exposição]]></category>
		<category><![CDATA[Museu da Língua Portuguesa; Fernando Pessoa]]></category>

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		<description><![CDATA[(Foto de Juan Guerra) É a primeira vez que o Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, tem uma exposição dedicada a um autor português. Depois de ter homenageado os brasileiros Guimarães Rosa, Clarice Lispector e Machado de Assis, o museu alberga, desde terça-feira e até ao dia 30 de Janeiro de 2011, a exposição [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.ciberescritas.com/wp-content/uploads/2010/08/DSC_8011.jpg"><img src="http://www.ciberescritas.com/wp-content/uploads/2010/08/DSC_8011-300x199.jpg" alt="" title="DSC_8011" width="300" height="199" class="alignnone size-medium wp-image-8636" /></a><br />
(Foto de Juan Guerra)</p>
<p><strong>É a primeira vez que o Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, tem uma exposição dedicada a um autor português. Depois de ter homenageado os brasileiros Guimarães Rosa, Clarice Lispector e Machado de Assis, o museu alberga, desde terça-feira e até ao dia 30 de Janeiro de 2011, a exposição Fernando Pessoa: plural como o universo, um passeio pela vida e obra do escritor através de textos, imagens e vídeos. </strong></p>
<p>O visitante vê-se reflectido em espelhos e com gestos faz com que poemas mudem nos ecrãs dentro de cabines onde se ouvem poemas. Querem que o visitante se envolva, tome parte, seja cúmplice, nem que seja só simbolicamente. É uma exposição interactiva: pretende-se que o visitante se envolva, tome parte, seja cúmplice, nem que seja só simbolicamente. &#8220;A viagem marítima é um <em>leitmotiv</em> da exposição&#8221;, explica por <em>e-mail</em>, a partir de São Paulo, Richard Zenith, especialista na obra do poeta e um dos curadores da mostra, juntamente com o académico brasileiro Carlos Felipe Moisés. </p>
<p>&#8220;Há o mar do livro <em>Mensagem</em>, o mar tão presente na geografia e na história portuguesa, o mar que tanto marcou a infância e a juventude de Pessoa (fez quatro travessias entre Lisboa e África do Sul) e o mar que é preciso navegar&#8221;, explica ao P2, lembrando que Pessoa rabiscou num pedaço de papel, reproduzido e exposto na exposição, uma frase isolada: &#8220;O mar é a religião da natureza.&#8221;</p>
<p>O azul é a cor predominante da exposição. Logo no início estão montadas cinco cabines dedicadas a Pessoa e heterónimos (Alberto Caeiro, Ricardo Reis, Álvaro de Campos e Bernardo Soares) onde são projectados excertos de poemas. A sexta cabine, intitulada <em>Eu sou muitos</em>, é dedicada a outras personalidades literárias criadas pelo poeta.  Nas cabines, se o visitante levantar os braços, o movimento é captado por um sensor, e os poemas mudam. </p>
<p>A cenografia da exposição é de Hélio Eichbauer &#8211; que fez uma brincadeira com o quadro de Almada Negreiros que retrata Fernando Pessoa a escrever ao lado da revista Orpheu. Recriou os objectos &#8211; a cadeira e a mesa &#8211; e pendurou-os no tecto. &#8220;Nosso propósito básico é levar Fernando Pessoa à vida do cidadão que não o conhece e que, portanto, encontrará uma linguagem acessível, e àqueles que já estão familiarizados com seus versos, que terão a chance de descobrir aspectos e conceitos novos&#8221;, considera Carlos Felipe Moisés</p>
<p>Quiseram igualmente que a exposição mexesse com o visitante, &#8220;que pusesse a sua &#8220;unidade&#8221; em causa, que o fizesse reflectir sobre o desafio pessoano de dar expressão à multiplicidade de desejos, pensamentos e formas de ser que habitam em cada um&#8221;, diz Zenith. </p>
<p>À medida que se percorre o espaço, encontra-se uma espécie de fotobiografia projectada na parede de um corredor (com reproduções de documentos inéditos); surgem dois vídeos em loop, com mostradores que expõem livros e revistas originais, e há ainda uma mesa de leitura, que incentiva o convívio e a discussão entre os visitantes. </p>
<p>&#8220;Há também um quarto de espelhos em que o visitante se vê reflectido e fragmentado em dezenas de pedaços enquanto ouve versos e frases de Pessoa que questionam a noção de um eu uno e coeso. Esta frase, por exemplo, do Livro do Desassossego: &#8220;Conhece alguém as fronteiras à sua alma, para que possa dizer &#8211; eu sou eu?&#8221;"</p>
<p>Um fac-símile do original de Mensagem que Pessoa entregou à tipografia (e que está actualmente à guarda da Biblioteca Nacional) está projectado sobre uma mesa com as imagens das páginas muito aumentadas. Quando se passa a mão por cima do canto inferior das páginas, folheia-se o livro virtual. Há um pêndulo ao pé da imagem do quadro de Nuno Gonçalves e poemas são projectados em dois tanques de areia. Dois vídeos são projectados como se fossem janelas. Um deles, de Carlos Nader com argumento do poeta Antônio Cícero, mostra pessoas a recitar Pessoa no meio da multidão. O segundo mostra uma imagem do mar, sempre em movimento, tirada do filme Limite, de Mário Peixoto.</p>
<p>(publicado no caderno P2, do jornal PÚBLICO no dia 27 de Agosto de 2010)</p>
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		<title>Porque hoje é domingo</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Aug 2010 01:01:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Se eu não fosse distraída, não teria perdido ontem o concerto do Jaques Morelenbaum com Daniel Jobim (neto de Tom Jobim), que além de cantar tocou piano, no CCB. Ora bolas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="540" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Mt_gHrdUOgw?fs=1&amp;hl=pt_PT"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/Mt_gHrdUOgw?fs=1&amp;hl=pt_PT" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="540" height="385"></embed></object></p>
<p>Se eu não fosse distraída, não teria perdido ontem o concerto do Jaques Morelenbaum com Daniel Jobim (neto de Tom Jobim), que além de cantar tocou  piano, no CCB. Ora bolas.</p>
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		<title>Obrigaaaada, João Paulo Cuenca!</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Aug 2010 19:48:59 +0000</pubDate>
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		<title>Viajando de novo para a curva do S (Rocinha)</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Aug 2010 17:37:45 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Curva do &#8216;S&#8217; from Graham Burchett on Vimeo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/3954543?portrait=0&amp;color=8f8f8f" width="540" height="304" frameborder="0"></iframe>
<p><a href="http://vimeo.com/3954543">Curva do &#8216;S&#8217;</a> from <a href="http://vimeo.com/exh">Graham Burchett</a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
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		<title>Como é diferente o amor em Portugal</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Aug 2010 21:05:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ciberescritas Isabel.Coutinho@publico.pt Humberto Werneck andava a ler “Assim morreram os ricos e famosos” de Michael Largo “como se não tivesse nada de mais relevante para ler na vida”. Ao chegar à página 284, já estava surpreendido por ainda não ter encontrado um só caso de morte macaca. O jornalista e escritor brasileiro que o ano [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.ciberescritas.com/wp-content/uploads/2010/08/p_2048_1536_63E51922-488B-4388-99B5-F1E88E501DD8.jpeg"><img src="http://www.ciberescritas.com/wp-content/uploads/2010/08/p_2048_1536_63E51922-488B-4388-99B5-F1E88E501DD8.jpeg" alt="" class="alignnone size-full" /></a></p>
<p>Ciberescritas</p>
<p><em>Isabel.Coutinho@publico.pt</em></p>
<p>Humberto Werneck andava a ler “Assim morreram os ricos e famosos” de Michael Largo “como se não tivesse nada de mais relevante para ler na vida”. Ao chegar à página 284, já estava surpreendido por ainda não ter encontrado um só caso de morte macaca. O jornalista e escritor brasileiro que o ano passado na Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP) mediou a mesa em que participou António Lobo Antunes e conquistou o escritor ao dizer uma piada (que a Academia do Nobel talvez tivesse cometido um erro de português), lembra que para escritor brasileiro Pedro Nava, morte macaca “designa o falecimento ocorrido em pleno ato sexual”. Está comprovado no seu “Galo-das-Trevas”: “Outro dia ele estourou de morte macaca em cima duma mulata do balacobaco.” Werneck conta esta história (que ainda não terminou, já lá vamos) no livro que acaba de publicar no Brasil, “O Espalhador de Passarinhos &#038; outras crônicas” (edições Dubolsinho). Reúne 65 crónicas e histórias bem-humoradas que escreveu entre 1990 e 2010 e pode ser comprado através do blogue da editora.<br />
Humberto tentou ver o significado de morte macaca nos dicionários Houaiss e Aurélio, como não havia registo da expressão resolveu consultar a sua amiga, em Lisboa, a académica Maria Lúcia Lepecki, que esclareceu: “na terrinha, morte macaca é aquela desastrosa ou inglória.” E conclui Werneck na sua crónica brincando: “Não combina com o triste (ou alegre?) fim do personagem de Pedro Nava, para quem esticar as canelas em cima duma mulata do balacobaco não terá sido inglório nem desastroso. ‘Como é diferente o amor em Portugal’, suspira o cardeal Gonzaga na peça ‘A Ceia dos Cardeais’, de Júlio Dantas. Talvez seja mesmo. Basta reparar que para os lusos o ato sexual tem algo a mais: é ‘acto’. Enriquecido com o ‘c’, deve ser mais completo do que o nosso aqui nos trópicos.” (pág. 150).<br />
A edição da “Playboy” portuguesa de Julho, polémica por causa das fotos de homenagem ao romance de José Saramago, “O Evangelho segundo Jesus Cristo”, publicava a entrevista que Humberto Werneck lhe fez antes de receber o Nobel para a “mais manuseada revista do país”: a “Playboy” brasileira. Por isso algumas das crónicas deste livro são dedicadas àquela sua “boa vida de Playboy” (o jornalista que nasceu em Belo Horizonte, em 1945, trabalhou no “Jornal da Tarde”, “Veja”, “IstoÉ”, “Jornal do Brasil”, “Elle” e “Playboy”). Mas tirem daí as ideias, confessa Werneck: “Era um ótimo emprego, ainda que não correspondesse à ideia que tantos leitores (“vedores”?) faziam da nossa redação, para eles um bordel onde havia até quem se dedicasse a escrever artigos e reportagens. Com o risco de desapontar vossas mentes lascivas, devo dizer que nunca vi por lá uma mulher pelada. E as vestidas nem sempre faziam boa figura. Me lembro de uma que se achava um avião: seu sonho era ‘pousar’ para a ‘Playboy’. Outra queria ser ‘atora.’” (pág. 12)<br />
O ano passado, Humberto publicou “O Pai dos Burros” um dicionário de lugares-comuns e frases feitas. Em 2008, saiu “O santo sujo &#8211; A vida de Jayme Ovale” (ed. CosacNaify), considerado pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) como a melhor biografia publicada no Brasil nesse ano. Actualmente é cronista do jornal “Brasil Económico” e publica crónicas no site “Vida Breve” aos domingos. Algumas destas de “O Espalhador de Passarinhos&#8230;” podem ser pescadas por lá.  </p>
<p>Edições Dubolsinho<br />
<a href="http://dubolsinho.blogspot.com/">http://dubolsinho.blogspot.com/</a></p>
<p>Crónicas de Humberto Werneck no Vida Breve<br />
<a href="http://vidabreve.com/">http://vidabreve.com/</a></p>
<p>(crónica publicada no ípsilon de 20 de Agosto de 2010)</p>
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